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"Através da análise pessoal é possível um entendimento natural do mundo interior e, por conseguinte, uma integração mais eficaz com o mundo exterior, aprendendo a tornar o que está inconsciente, seus talentos e potencias, até então adormecidos, disponibilizando-os a si próprio e aos que fazem parte de sua vida."

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Animus e Anima
 

A questão da Anima é mais amplamente pesquisada por Jung, o Animus é conceito de elaboração posterior, quase uma contraparte do primeiro, numa tentativa de entendimento do psiquismo da mulher. Assim como o psiquismo masculino teria uma contraparte feminina do inconsciente, a anima e, também a mulher, com a consciência feminina, teria um inconsciente matizado por um elemento masculino, o animus.

Como é sabido, a anima, estando vinculada ao princípio do Eros, efetiva suas manifestações, quer seja em relacionamentos, quer seja em emoções e imagens, através deste princípio.

O animus, representante do princípio do logos em metas, manifesta-se em idéias, opiniões, apego a princípios e leis ou formulações filosóficas e cientificas.

A sizígia, a união de opostos, não só em nível subjetivo, mas também na concretude das relações interpessoais homem-mulher.

O mito de Eros e Psique é um belo exemplo deste processo. À moda de um conto de fadas antigo, a estória narra que a jovem Psique tem que cumprir quatro tarefas para obter o amado Eros e a última destas só é realizada pela interferência do deus, numa sizígia de amor.

Trazer para a reflexão psicológica a existência de uma imago no inconsciente, anima e animus, com características próprias, independente dos envolvimentos do Ego com os arquétipos parentais; como o próprio Jung lembrou, “as primeiras projeções da anima são sobre a mãe”, mas insistimos que a existência dessas projeções arcaicas, no processo de estruturação do Ego infantil, não tiram da anima sua autonomia e originalidade. A anima e o animus são psicopompi, guias de alma, isto é, mediadores entre o Ego e o Self na individuação.

O Dom Juan, Ioquaz de suas conquistas, oculta desejos profundos de ser ele próprio mulher. Certeza de gênero ocultando confusão de gênero. Na persona existe a certeza de gênero, na sombra haverá certamente a confusão de gênero. O senex já não pode levar vida independente sem a fecundidade do puer, o herói pragmático e realizador é cada vez mais relativizado pela figura do pícaro, o embusteiro trickster. Puer e Pícaro têm a considerável influência do arquétipo da grande mãe, muito mais do que a do princípio espiritual, que rege as figuras do pai legislador e do herói que facilmente cai em onipotência.

Chama-se de confusão de gênero pela certeza da relativização dos arquétipos masculinos dentro do novo influxo cultural. O fator cultura, leia-se no fator inconsciente coletivo.

O papel sexual é elemento fundante da individuação, referindo-se a ele, a maioria das culturas, que também estruturou uma série de práticas e leis, grande parte delas favorecendo os homens.

Uma certeza que, como já se sabe, está estabelecida na Persona, sendo esta, portanto, defensiva.

A redefinição do pai, que já se opera na cultura, pode ser um ganho, e não uma perda; pode ser uma flexibilização: a anatomia física deixando de reger o destino das pessoas.

Animus é palavra que para os romanos teria o sentido de “o sopro da consciência“, seria uma extensão da consciência individual. Moore cita Plínio: “um escultor faz uma estátua e coloca animus em sua criação“.

Inclinações, paixões e afetos pertencem também à esfera do animus, o intelecto como mera atividade mental não pertence à esfera do animus, mas à do mens. Animus tradicionalmente localiza-se no peito, à altura do esterno e associa-se aos pulmões e à respiração. Esta postura corporal ereta, com o esterno jogado para frente, expressava a constelação de seu animus, a necessidade de reconhecimento e auto-afirmação. Era a postura oposta ao do paciente deprimido, de baixa estima, que protege seu esterno, núcleo de sua identidade, com os ombros fechados, a coluna inclinada para frente.

O animus está, portanto, associado à vontade, temperamento e identidade, porém, mais do que isso, Animus Mundi tem várias conotações arquetípicas. O gênio é fonte de criatividade e, como o animus é um símbolo de proteção e garantia da tradição, tendo estreitos vínculos com a figura do pai arquetípico. Animus é portanto, a expressão do espírito, podemos considerá-lo mesmo como a expressão da com a ciência (cons-ciência); “conscientia” em seu sentido etimológico de “conhecimento que acompanha”.

A syzygia anima/animus tem sido objeto de polêmica na psicologia junguiana: quer pelas críticas internas que lhe fizeram, por exemplo, Hillman na análise dos fatores que, segundo Jung, compõe fenomenologicamente a anima; quer pelas críticas externa, partidas de psicólogas feministas, por verem a psicologia da mulher ser inferida a partir de analogias em relação à dos homens, posições divergentes foram tomadas e continuam a dividir o campo da psicologia analítica.

O conceito alquímico de Jung da anima mundi por julgá-lo mais pertinente às suas concepções macrocósmicas, às vezes são obscuras, em si tão rica, partimos dos seguintes questionamentos: Qual foi o percurso semântico percorrido por Jung desde o termo Alma até o termo Anima? Com que conotação Jung usou a polaridade masculino/feminino como atributos respectivos de syzygia Anima/Animus?

A Anima como  “imago” do inconsciente, segundo Jung é que a anima é imago do sujeito inconsciente , análoga à persona; esta última é o nexo de como os apresentamos ao mundo e de como o mundo nos vê. A anima é a imagem do sujeito, tal como se comporta em face dos conteúdos do inconsciente coletivo.

Jung, definia a anima da seguinte maneira:

1.      Como o arquétipo do feminino, que tem papel particularmente importante no inconsciente do homem;

2.      A imagem da alma, que de algum modo parece coincidir com a imago materna;

3.      O arquétipo da vida, a feminilidade inconsciente, personificado todo o inconsciente, inicialmente, enquanto sua imagem não pudesse ser diferenciada de outros arquétipos;

4.      A identificação da anima, mãe e amante, reforçam a idéia da Trindade.

Syzygia: anima e animus têm a ligação arquetípica da anima com o da mãe e, diz que através desta o homem se relaciona com a mulher que deve tornar-se mãe para ele, homem; em seguida, Jung descreve o Eros desse tipo de homem: passivo, à espera de ser captado, sugado, velado e tragado, onde tal homem procura a órbita protetora e nutridora da mãe. Evidentemente, tratá-se do puer, em cuja patologia neurótica o indivíduo está sempre em regressão à infância e ao mundo da mãe, por sua vez superprotetora, em seu exagero ao devotamento; o resultado é uma pessoa de impulsos impacientes, paralisada em sua capacidade de luta e perseverança, contida em sua virilidade, coragem e poder de decisão. Neste limite sobrevém a homossexualidade, encarada por Jung como homenagem à mãe, no conluio perverso que se estabelece, no tipo da Anima estão respectivamente unidas, mãe, filha, Irma, noiva, esposa e prostituta.

A referência especial à imagem da alma que, para ele, constitui um caso especial dentre as imagens psíquicas que o inconsciente produz, neste sentido a anima como expressão da alma já tem os elementos do arquétipo do contra-sexual.

A anima no estado inconsciente é para Jung, a personificação da prima mater no estado de negrura, e a primeira modificação para que o homem atinja o estado do “Velho Adão” é tornar-se consciente da anima negra, que representa o aspecto feminino do homem primordial.

A Anima como função de relação com o inconsciente é fundamentalmente apresentada como absorção do termo anima pelo termo alma ocorreu, principalmente, no livro Tipos psicológicos, como se vê no capítulo das definições, onde são sugeridas inúmeras referências ao termo alma, portanto, o termo alma deve ser entendida como alma e não a anima. Neste, Jung refere-se à alma como função de relação com o mundo externo e não como imago, anteriormente feita, à imagem de uma noção personificada, como colocaria Hillman, Promoteu pós-se a serviço de sua alma.

A necessidade de se manter uma discussão com a anima, devidamente objetivada, a fim de conscientizá-la e transformá-la em ponte para o inconsciente. Quando a função de relação não se estabelece, surgem caprichos cegos e confusões compulsivas, ou então, isolamento, frio e confusão de idéias e conclui: o aspecto negativo da anima significa pois, uma forma especial de falta de adaptação psicológica. A anima que corresponde a esse posicionamento é uma pessoa intrigante, que seduz sempre mais o eu para representar seu papel, ao passo que no fundo da cena escava todas aquelas covas, nas quais está destinado a cair aquele que se enamora de seu papel.

A anima é a personalidade inferior ou sombria do homem, porque como rainha é um súlfur (enxofre), isto é, igualmente um extrato ou spiritus (espírito) da terra ou da água, portanto, um espírito ctónico ( circundante a algo, em volta de, ao redor de...) ... o espírito feminino do inconsciente ... personificado empiricamente na figura psicológica da anima ...

A anima como função de relação, ao afirmar que a alma começa a “trabalhar ou produzir” e cria uma obra que tem por finalidade romper do inconsciente para à superfície da consciência. Considerando que a anima se transforma em Eros a da consciência, mediante a integração, assim também o animus se transforma em logos. A anima faz a ponte entre a consciência e o inconsciente e Jung diz que ela está “ativada”, onde a anima que se torna visível e deve, por assim dizer, ter-se tornado consciente.

A anima também se apresenta como conteúdo autônomo e personificado do inconsciente coletivo, a que se deve ser atribuída uma certa independência, pois se assim não fosse, nunca se teria cogitado de atribuir à alma uma essência independente, como se estivesse em causa algo objetivamente perceptível. Tem de ser um conteúdo dotado de espontaniedade e, concomitantemente, de uma inconsciência parcial também como todo complexo autônomo. Para o ponto de vista da psicologia analítica, evolução histórica do conceito de alma não coincide com a totalidade das funções psíquicas. Definimos concretamente a alma por um lado, como uma relação com o inconsciente, mas por outro lado, como uma personificação dos conteúdos inconscientes.

Jung considera a anima como causadora de caprichos ilógicos, ao passo que o animus suscita lugares comuns irritantes e opiniões insensatas. Em suas reflexões Jung personifica sua anima com o nome de Salomé, quando ela, permanecendo inconsciente, se oculta no sujeito e exerce uma influência possessiva sobre ele. Insiste no caráter personificado da anima em Mysterium coniunctionis/1, dizendo ser o inconsciente o tipo de anima, o qual representa, tanto no singular como no plural, o inconsciente coletivo. Este papel de “Luna” também compete à anima, que personifica a pluralidade dos arquétipos.

A anima como órgão perceptivo do inconsciente, cria símbolos, imagens e ela própria só é imagem. Através dessas imagens transmite-se a energia. A energia determinante que atua a partir dessas profundezas é refletida pela alma, quer dizer, a do inconsciente a consciência. Assim é vaso e veículo, órgão perceptivo dos conteúdos inconscientes. O que ela percebe são símbolos.

Jung aduz que, quando a alma, a apercepção aprende, apreende o inconsciente e transfigura-se em imagens e símbolo seu, o estado que assim se origina é delicioso, um estado criador. Assim, a função perceptiva ( alma ), apreendendo os conteúdos do inconsciente, como função criadora, gera a dynamis numa forma simbólica. O que a alma gera psicologicamente falando, são imagens que o precondicionamento racional supõe, em geral despidas de qualquer valor.

A anima  como disposição íntima, especificamente apresentado no capítulo das definições do livro “tipos psicológicos”, esclarece Jung que chama anima, Alma, à disposição íntima e que, tanto quanto mudar a persona é igualmente difícil modificar a alma, pois sua estrutura costuma estar firmemente radicada, tal como a da persona ... também a alma constitui uma essência de contornos bem definidos, de um caráter por vezes imutável, sólido e independente. Por isso se adapta, muitas vezes, de modo perfeito, à caracterização e à descrição.

Do ponto de vista dialético, acha Jung que a alma, em opinião comprovada segundo ele pela experiência comporta-se complementarmente em relação ao caráter externo. À experiência nos ensina que a Alma costuma possuir todas as qualidades humanas que faltam na disposição consciente.

A Anima como arquétipo do contra-sexual inconsciente do homem é como a Alma de um tirano cruel é ao mesmo tempo, sugestionável a pressentimentos, caprichos que o sub-jugam, tornando-o completamente em sua disposição externa, em sua persona. Se a persona for intelectual, a Alma será certamente sentimental. O caráter complementar da Alma evidencia-se também no caráter sexual, como se comprova inúmeras vezes, de maneira indiscutível. Uma mulher muito feminina terá sua alma masculina, e um homem muito viril, uma alma feminina. Quanto mais viril for a sua disposição externa, tanto mais terão sido eliminados os traços femininos. Por isso, estes aparecem na Alma, mas na Alma os termos invertem-se, sentindo o homem de fora para dentro, e a mulher, refletindo.

Cada homem sempre carregou dentro de si a imagem da mulher, não é a imagem desta determinada mulher, mas a imagem de uma determinada mulher. Jung descreve a imagem como um arquétipo de todas as aparências que a série dos antepassados teve com o ser feminino, côo um precipitado que se formou de todas as impressões causadas pela mulher, um sistema de adaptação produzido pela hereditariedade, Insiste no caráter projetivo da anima e na questão de que a mulher não tem alma, mas animus ( inconsciente ou id ).

A anima é de índole erótica e emocional alertando para o fato de que costuma ser errado tudo o que os homens afirmam a respeito da erótica feminina. As ações que brotam do inconsciente à consciência têm um caráter sexual oposto, por exemplo: a alma ( anima, psique ) tem um caráter feminino que compensa a consciência masculina.

A estrutura do inconsciente pela primeira vez apresenta didaticamente a syzygia anima/animus, considerando a anima a feminilidade inerente à psique do homem para compensar-lhe a consciência masculina. No mesmo sentido Jung se expressa, em 1929, no comentário que fez ao livro O Segredo da flor de ouro. Esclarece Jung que a anima corresponde a estados afetivos são experiências imediatas e, acha melhor o termo anima que humores, por causa do caráter autônomo e pelo fato de que os afetos também são conteúdos da consciência que podem ser delimitados, partes integrantes da personalidade e, por terem caráter pessoal facilmente personificados, o que fica patente nos indivíduos que, estando excitados, demonstram um caráter diferente e bem definido em relação àquele que habitualmente exibem.

A figura feminina no inconsciente do homem, daí derivando seu nome feminino: anima, psique, alma ( identificando os três termos ). Aliás, a identificação entre os termos alma e psique, pode definir a anima como imago ou arquétipo, ou ainda como o depósito de todas as experiências que o homem já teve da mulher ( inconsciente, anima, id ).

A natureza emocional do homem e não o espírito, corresponde ao lado consciente da mulher, do que decorre que, no homem, os relacionamentos afetivos são de caráter inferior. A anima é um sistema parcial autônomo, a personificação do inconsciente, mas que também é uma ponte que leva ao inconsciente, isto é, uma função de relação com o inconsciente, desse fato, Jung conclui que a consciência pessoal provém da anima, reforçando a idéia de que a consciência vem do inconsciente, aqui identificado com a anima. Jung considera a anima como a parte feminina e ctônica (circundante, em torno de, ao redor de) da alma. A anima como a parte feminina, a mãe, do par arquetípico parental, mas o importante é que decididamente afirma que a anima projetada tem forma feminina com características definidas. A anima é um fator de suma importância na psicologia do homem, sempre que emoções e afetos estejam ativados. A anima enfraquece o caráter do homem e o torna sensível, irritável, temperamental, ciumento, vaidoso e desajustado. Ele, homem, fica então num estado de “mal estar” e espelha descontentamento em torno de si. Às vezes, o relacionamento de um homem com uma mulher que tenha tomado sua anima é responsável pela existência desta síndrome. A perda da Anima na meia idade pode acarretar diminuição de vitalidade, flexibilidade e bondades humanas; no limite chega aos extremos da rigidez, dureza, estereotipia, unilateralidade fanática, tendenciosismo, irresponsabilidade, uma regressão infantil, com  tendência mesmo ao alcoolismo.

A anima é reiteirada por Jung como figura de mulher e acrescenta que a alma é o “outro lado da vida”, a minoria feminina oculta no limiar da consciência, ou, em outras palavras é o inconsciente. Também associa a “alma igual a anima” à dependência afetiva como exigência intrínseca do arquétipo e, portanto, como destino ou fatalidade e, ainda esclarece que a anima, sendo feminina é contagiada pelo inconsciente e, assim ela representa a função inferior na psique do homem. Considera também que a anima é uma imagem do arquétipo que caracteriza o inconsciente do homem, como um espírito torturante, tomando a forma de matéria, em face de sua natureza arquetípica.

A anima também atua como figura projetada, sendo como outro fator próprio da alma, como de resto de todo conteúdo inconsciente, é sua tendência a projetar-se, num objeto real, do qual passa a depender.

A polaridade anima/animus, incluída por ele em seu constructo, vendo a mulher como a principal projeção da anima do homem, e vice-versa, com todas as conseqüências embutidas nos relacionamentos projetivos, comentando também sobre a identificação com a persona, o que ocorre quando a identificação com a alma é inconsciente, dessa forma, “de maneira normal o homem somente chega a conhecer a sua anima quando a projeta, o mesmo se dá com a mulher e seu Sol escuro”.

A projeção da anima pode se manifestar sob a forma mágica de um ser feminino, como sereias, ninfas, lâmias, súcubos, representando estados inflados da alma, que sugam a vida e, que foram introjetados na alma primitiva.

A anima como um sistema psíquico, onde Jung considera a alma também como um sistema apropriado, como um arranjo não apenas de matéria pronta para a vida, mas de matéria viva, ou, mais precisamente, como um processo vital. O conteúdo inconsciente, falando de uma alma inconsciente, todavia, esta alma não é diretamente acessível à nossa observação. O inconsciente também faz parte da alma e no livro O segredo da flor de ouro, Jung definira a alma como um sistema autônomo.

A multiplicidade e historicidade da “anima” assegura que cada homem só possui uma anima, enquanto o animus na mulher se apresenta de forma plural, em Mente e terra Jung adota a posição de povos pré-letrados que estudara, tementes da “perda da alma”, mas que aceitavam a multiplicidade de almas, portanto, a identificação da alma com a anima no homem e o animus na mulher não são as únicas figuras ou expressões da alma no inconsciente. O imago da mulher ( a alma ) torna-se, com a mesma naturalidade, o receptáculo de tais pretensões; por isso, o homem, em sua escolha amorosa, sente-se tentado a conquistar a mulher que melhor corresponda à sua própria feminilidade inconsciente; a mulher que acolha prontamente a projeção de sua alma ... temos sobre isso ... a conhecida questão: Habet mulier animam. Hoje compreende-se que a mulher possui a anima e o animus em si mesma, porém somente o animus apresenta-se como figura projetiva da alma na mulher, mesmo ela sendo a própria expressão da anima para o homem.

A anima, tecedeira de ilusões se revela como agente da sombra, a grande sedutora, geradora de ilusões, sendo o seu maior bem e também o seu maior mal. Jung diferencia anima de “alma”, comentando que a explicação do conceito de anima é melhor percebido através do relato mítico, intuitivo, em função da dramaticidade de que se reveste.

Jung, aduz que o fator determinante da anima é a projeção do inconsciente, por ela representado. Reforça seu caráter personificado de um ser feminino e afirma que as qualidades numinosas do arquétipo da anima parecem originar a imagem materna, dessa vez invertendo a relação antes posta da preexistência da imago materna em relação à da anima. O ofuscamento a animoso é sobretudo de caráter sentimental, caracterizado pelo ressentimento  dificultando os relacionamentos, por estarem projetados, e pelo caráter autônomo de que se revestem, que podem assumir a função de conectar consciência ao inconsciente, na medida em que for possível o recolhimento da projeção.

 

 

 

 

 

 

 
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