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"Através da análise pessoal é possível um entendimento natural do mundo interior e, por conseguinte, uma integração mais eficaz com o mundo exterior, aprendendo a tornar o que está inconsciente, seus talentos e potencias, até então adormecidos, disponibilizando-os a si próprio e aos que fazem parte de sua vida."

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A Dinâmica do Ego na Consciência

Conceito

 

O Ego é o princípio de organização dinâmica, tendo a função de observador e avaliador, a fim de que se determine através da vivência e atos do indivíduo, aprender e entender o processo emocional ao qual está inserido; de acordo com a segunda teoria freudiana, instância do aparelho psíquico que se constitui através das experiências do indivíduo e exerce como princípio de realidade, função de compreensão e outras sobre controle do seu comportamento, sendo grande parte de seu funcionamento inconsciente.

Freud mencionou que o Ego existe com essas funções: responder às exigências externas e quanto mais houver exigências, mais ele cria uma outra estrutura chamada Superego.

Numa outra opinião e segundo o pensamento de Jung, o Ego é a própria extensão do Self sendo vital responder a ele (Self) e não ao meio externo (Ego), entretanto se responder primeiro ao Self, o Ego morre, conseqüentemente é imprescindível responder primeiramente ao meio externo (Ego) e depois, na medida que vai adquirindo consciência desta relação interativa com a realidade externa, lentamente, o indivíduo, passa a responder não somente a este exterior (Ego), mas também ao Self, ou seja, para si mesmo.

 O Ego é uma expressão da consciência ao qual permite ao ser humano vivenciar, experimentar ou compreender aspectos ou a totalidade de seu mundo interior em relação ao mundo exterior, compreendendo pelo sentido ou percepção que o ser humano possui do que é moralmente certo ou errado, interagindo neste sentido como um superego, em atos e motivos individuais, funcionando como o juiz que ordena acerca de coisas presentes e que se traduz em sentimentos, firmando um conhecimento, convicção, discernimento, compreensão sobre algo que foi vivenciado.

 

Definição

 

Do ponto de vista dinâmico, o Ego representa eminentemente, no conflito neurótico, o pólo defensivo da personalidade, pois põe em jogo uma série de mecanismos de defesa, estes motivados pela percepção de um afeto desagradável (sinal de angústia), surge então como um fator de ligação dos processos psíquicos, porém, nas operações defensivas, as tentativas de ligação da energia pulsional são contaminadas pelas características que especificam o processo primário, ou seja, assumem um aspecto compulsivo, repetitivo e desleal.

O Ego é mais vasto do que os aspectos sombrios da consciência, na medida em que as suas operações defensivas são em grande parte inconscientes. A noção de Ego está constantemente presente nas primeiras elaborações dos conflitos neuróticos, que procuram especificar a defesa em diferentes “modos”, “mecanismos”, “procedimentos”, “dispositivos”, correspondentemente às diferentes psiconeuroses: histerias, neurose obsessiva, paranóia, confusão alucinatória, etc., nesta incompatibilidade de representação, em que o Ego se encontra é situada à origem destas diferentes modalidades de conflito. Como o Ego é parte interessada na solução do conflito, o próprio motivo da ação defensiva é sinal de uma emoção de desprazer que o afeta, portanto está diretamente ligada a esta incompatibilidade, pois quer sair do conflito, no entanto, vive no conflito.

O Ego é um complexo, ou uma organização de neurônios, caracterizada por diversos elementos, a abertura dos caminhos associativos interiores a esse grupo de neurônios, investimento este que é constantemente gerado por uma energia psíquica e dentro deste é que permite o Ego inibir e liberar os processos primários.

O Ego é portanto, um conjunto de elementos, seja arquetípicos ou ainda complexos que formam um indivíduo; enquanto estância defensiva encontra-se em certa medida na censura e que estão correlacionadas aos conflitos e neuroses do indivíduo, funciona também como papel moderador e inibidor sobre os processos primários, pois atende ao princípio de vigília, ao qual a pessoa se situa.

O Ego pode ser definido, então, como um verdadeiro órgão que, sejam quais forem as experiências que venham a viver, de forma efetiva e estas o levem a fracassos, está destinado, por princípio, enquanto representante da realidade, a garantir uma dominação progressiva da energia psíquica, da libido, das pulsões, etc.

Dinâmica pulsional do Ego

 

A realidade é a base relacional do Ego, já não apenas como dado exterior com que o indivíduo tem que contar para regular o funcionamento, mas com a sua própria interioridade, tal qual a dinâmica emocional e psíquica que é o Ego e o Superego, operando esta movimentação do conflito.

O Ego é uma consciência corporal, não apenas numa relação superficial com o corpo, mas da própria projeção deste, que na verdade é a representação desta estrutura física do homem por um lado e do outro pelo mental. Numa relação saudável interage corpo, mente e emoção, em contrário, nesta mesma analogia é doentia quando é recíproco somente corpo e mente, pois aborta as emoções como reflexão analítica ou emoção e corpo, atendendo somente ao princípio do prazer, ou seja, relaciona-se somente numa base instintiva e primária, onde os impulsos governam este indivíduo, não medindo por conseguinte as conseqüências de suas atitudes.

A dinâmica emocional do Ego é permanecer o mais próximo possível da experiência, das descobertas de si mesmo e da expressão emocional, deixar pendente essas funções é renunciar sua ação natural, que é aprender e de se articular com a realidade, portanto, não interage com o processo evolucionário humano, pois para o Ego o aprendizado é uma necessidade de construir sua própria consciência. O Ego é dotado de um poder, de uma força criativa, conquista tardia da humanidade, a que chamamos “vontade”. O ego, não sendo mais que o centro do campo de consciência, não se confunde com a totalidade da psique; não é mais que um complexo entre outros muitos.

Ele tende a contrapor-se a qualquer coisa que possa ameaçar esta frágil consistência da consciência e tenta convencer-nos de que sempre devemos planejar e analisar conscientemente nossa experiência. Emerge da psique e reúne numerosas experiências e memórias, desenvolvendo a divisão entre o inconsciente e o consciente, nele há conteúdos conscientes e aspectos sombrios da consciência derivados da experiência pessoal ou suposição desta.

O Ego, pela percepção descrita por Jung é uma espécie de complexo, o mais próximo possível e valorizado que conhecemos. Ele é sempre o centro de nossas atenções e de nossos desejos, sendo o cerne indispensável da consciência. Se ele se desintegrar, como na esquizofrenia, toda ordem de valores desaparece e as coisas não podem ser reproduzidas voluntariamente; o centro se esfacelou e algumas partes da psique passarão a referir-se a um fragmento desse complexo, ou propriamente dito Ego, enquanto as outras partes se ligarão a outros fragmentos deste complexo, razão esta a mudança de comportamento nas personalidades caracterizadas como esquizofrênicas.

O que seria então o Ego senão um dado conjunto de complexos que formado primeiramente por uma percepção geral de nosso corpo e existência e, a seguir, pelos registros de nossas memórias e recordações onde acumulamos por longas datas. Esses dois fatores são os principais componentes do Ego, que nos possibilita considerá-lo como um complexo de fatos psíquicos.

 

O Ego na dinâmica emocional

 

Freud dizia que existia um Ego com essas mesmas funções: responder às exigências externas que permitirão que quanto mais exigências, mais ele (Ego) cria outra estrutura chamada Superego.

Quando o Ego sai para a realidade externa, a primeira coisa é olhar essa realidade. Com os objetos nos os sentimos com os cinco sentidos e dessa atitude ele amplia a consciência sobre os fatos e de si mesmo.

Na época em que o homem simplesmente pegava o fruto na arvore para se alimentar, não tinha Ego. O homem era herbívoro, sequer matava para comer, e só foi povoando o planeta porque, quando acabava os frutos das arvores, tinha que buscá-los em outro lugar e assim ia se movimentando, só se fixando com a descoberta da agricultura. A fome foi a grande motriz, movimentando-o em busca de comida e levando-o para mais alem, para frente. Aprender e se conscientizar dessa atitude de ir mais para frente.

É isso que o Ego vai fazer, a “fome” empurra o Ego a aprender algo, o instinto de sobrevivência nos empurra a aprender algo!

Hoje precisamos de reconhecimento, de um alimento chamando atenção, mas mais do que simples atenção, se não, ficaríamos no colo da mãe o dia todo, ou seja, só fica na dependência da mãe terra, onde se ela te alimenta, assim vai sobrevivendo, porém não é isso o que o Ego quer, ele quer aprender. Nós precisamos de uma atenção especial, que tenha uma qualidade que a mãe dá: competência, reconhecimento, só a mãe terra não é o suficiente mais.

Hoje vemos nossos jovens fazendo um monte de cursos: línguas, informática, natação, judô, etc., porém, não faz muito tempo, aproximadamente três gerações atrás, o jovem, daquela época, se preparava  para assumir o negócio da família, trabalhando com o pai, predispondo a inúmeras responsabilidades e exigências que lhe iam sendo solicitadas, diferentemente dos jovens de hoje, que mais estão vinculados a um suposto “ viver  e curtir a vida “, sem muitas solicitações para assumir maiores responsabilidades, a maioria, irá fazê-las, porém numa idade mais avançada.

Nascíamos com uma definição do que seríamos, a mulher era para casar, e o homem para ser engenheiro, médico, advogado, padre, a família decidia, o que era por legado. Pode-se, mapear uma pessoa, prever o que ela vai ser, se ainda esta presa numa estrutura semelhante ao legado familiar.

O homem ocidental para dominar a matéria lhe deu um valor muito grande. Nós entendemos que a Natureza é o feminino representante da Grande Mãe que domina, e que tudo que vem da Natureza o homem tenta tomar conta e dominar. Antes era dominado por ela, hoje tenta dominá-la. O homem quer mais matéria exatamente para tê-la na mão, pois se não estiver no controle dela, ela está sobre ele. Por isso é que a sociedade se tornou exageradamente capitalista. Só que ele está perdendo a vida tentando dominar a Natureza, perdeu o prazer de viver a própria vida.

Nos dias de hoje podemos compreender porque uma pessoa é inconsciente de si, que não consegue se ver na fotografia? Ou ver a fotografia e os limites de si mesma, pensamentos, lembranças, imagens, é o que ela vê, não consegue enxergar mais nada, além disso,

Às vezes parece que uma criança mimada é uma criança que tem de tudo, mas não é verdade, ela foi rejeitada na única coisa em que não podia, na expressão dela, mimada, ela não teve tempo de trocar com a mãe, não trocou uma qualidade: “minha mãe gosta de mim porque faço isso muito bem!” Já, mimada, é como se: minha mãe gosta de mim e pronto! Não há troca.

Será que eles vão sair para a vida? Vão ter que mostrar algo, então fogem da vida. Hoje também as escolas estão fazendo isso, dando nota por nada, os alunos não fazem nada e ganham nota. Isso vai formar péssimos profissionais, não têm o estímulo para a conquista. O mundo, hoje, não quer mão-de-obra e a pessoa não sabe para onde ir. Essa é a angústia que vai atacar o ser humano, a fraca ocupação de homens, então temos que dar algo de dentro de nós, algo que as mães não estão puxando.

Por isso que a depressão é o mal do século, uma sensação de inutilidade. Existe um sentido para a vida, o passarinho não tem problema de depressão porque ele cumpre sua parte, nasceu para manter viva a espécie e para defecar a semente de determinada plantinha e pronto, ele faz isso e fica em paz, não tem crise. Já o cachorro só tem crise quando não responde à sua natureza e sim à natureza do dono, como andar de roupinha, de óculos, etc.

O mundo vai exigir competência, autonomia, e as pessoas vão ter que ter a consciência que não terá saída, há necessidade de ampliar a consciência.

O Ego tem que fazer algo e, esse é o único jeito de aprender: se espelhando. Temos que espelhar nossa angústia ver-nos no outro.

Nós criamos a violência, nós criamos “os foras do lei” e se somos atacados por eles é por extensão do nosso próprio medo. Nós marginalizamos tanto nossas competências que criamos pessoas, que sem competência, tentam destruir o sistema, já que não se sentem aceitas. “Os foras da lei” são pessoas que não se sentem competente para nada, então eles tiram, tomam, ou seja, são parte de nós mesmos tomando essa energia de nós.

Só faz parte da consciência aquilo com que o Ego se relacionou, aquilo que passou pela experiência do Ego. Realizado o ato e o Ego sentindo que o ato não é punido, incorpora como dele, adquirindo a consciência, ele absorve.

A consciência é maior que o Ego e, está disponível a um campo vasto e só percebe uma parte desse campo. É normal na terapia, as pessoas reclamarem que as coisas não estão andando, não estão saindo, é claro que é um bloqueio para aquela atitude que a pessoa quer incorporar ao Ego, ela não pode simplesmente incorporar aquilo só porque descobriu. Ela tem consciência daquela atitude, mas também precisa ter consciência do que reprime essa atitude.

Dessa forma, torna-se compreensível entender qual é a função do Ego? Por que ele precisa criar consciência?

É para que possamos entender melhor, o que somos nós, e o quanto nós somos, mais consciência, mais eu sou eu. Deixe o Ego inflar, tenha consciência que a inflação faz parte porque já sabemos que uma hora vai desinflar, curta os 2 lados. Toda vez que nos entramos numa rejeição, ficamos ansiosos por saber o que de novo vai aparecer, vem alguma coisa nova.

Agora é claro entender porque o Ego tem necessidade de se identificar com as pessoas, para enxergar seu conflito e tentar ampliar a si mesmo, o Ego faz isso.

Quando estamos em alguma situação: casamento, sociedade, amizades, em que não agüentamos mais, não saímos de lá até aprender porque e ter consciência do que é que está me incomodando ali. Devemos sair quando sentirmos que é natural, que ninguém sofre, as coisas simplesmente acabam.

Se o Ego não consegue perder a identidade de quem é, se ele tem medo do próprio impacto, ele está respondendo à Consciência. Ela é que orienta a libido, ou para a consciência ou para o mundo externo. Se ela joga a energia para o Ego ele estará respondendo à sociedade, não posso fazer algo que trará a sociedade contra mim.

Para exemplificar: a mulher nasce feminina (redondo) e tem dentro dela o aspecto masculino (quadrado), intenção de organização e projeta isso para fora que é o homem, o homem nascendo da mulher. Enquanto essa mulher, grande mãe, tem força de dominação sobre o homem, essa projeção do masculino não cria forma, por isso que ele é inconsciente de si, ele não sabe se projetar. Aí surge o pai e o homem ganha então sua individuação e leva junto à raiz do feminino que dá para o homem a capacidade de criar. Mas ele tenta cortar os braços da mãe, aí pode acontecer 2 coisas:

O homem identificado;

Mas a mulher para se identificar com o masculino fica quadrado dentro do quadrado, é isso que está acontecendo hoje, a mulher com o masculino exacerbado é mais disciplinadora, organizadora e tem menos flexibilidade do que o homem.

Vivemos a gênese de um novo arquétipo. Qual é ele?

A mulher com quadrado e quadrado vai ficar com 2 problemas:

O homem não tem onde projetar o feminino e cria o feminino nele mesmo, homossexualismo, viro minha mãe, já que ela é um quadrado não tenho onde projetar o redondo;

A mulher deixa de ser desejável para os homens, não projeta mais a Anima.

Não é uma luta do homem contra a mulher, mas uma luta arquétipica da emancipação do Ego para entender o feminino e o masculino.

O que se chamou Ego e Consciência é o fundamental para descobrir a importância do Ego como um filtro daquilo que nós vamos considerar inconsciente a nós e consciente a nós. Tudo que se torna consciente se torna através do Ego, não é possível que alguma coisa se torne consciente sem que ele interpenetre no elemento. Se a consciência depende do Ego para ser percebida como tal, ela inclui o Ego dentro do seu contexto. Ela é mais que o Ego, então o Ego como um filtro, têm a sua disposição vários conteúdos para serem conscientizados. Enquanto um filtro, o Ego é uma estrutura, um complexo. Essa parte do Ego e Consciência é descobrir que precisamos descobrir o que nos cerca.

Diante disso o Ego vai ser um limiar dos dois mundos, tanto recebe as informações do inconsciente através dos sonhos e fantasias, como ele tem uma atuação objetiva no mundo externo. Ex.: quando Thomas Edson  teve a idéia da lâmpada ele concretizou. Todas as invenções são assim, nascem de uma idéia que vem do inconsciente e a construção só é possível se existir um mundo externo que possa receber essa forma, um mundo depende do outro. Só a idéia não serve para nada, assim como quem trabalha demais não tem tempo para ter idéias, se esforça demais no mundo externo e não respeita seu mundo interno.  Tudo isso tem a ver com Automorfismo. Antes do Ego surgir, o Self cria uma função chamada Centroversão que vai ser a raiz do Ego. Ela contém a informação do que o Ego vai ter que fazer, e é ela que vai regular a inflação e a humilhação. A Centroversão na realidade é o eixo Ego/Self, é ela que determina quando o Ego está no comando e quando é o Self. Quando o Ego está no comando temos absoluta consciência da minha realidade externa.

 

 

 

 

 
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